Nos últimos dias 11 e 12 de maio, 40 representantes de 25 organizações que desenvolvem e apóiam atividades de controle social da administração pública municipal se reuniram no Rio de Janeiro para o encontro de trabalho para o desenvolvimento do Portal de Combate a Corrupção – uma ferramenta que auxiliará a luta de combate a corrupção e na promoção da probidade administrativa em todo o Brasil.
O evento foi iniciado com a mesa de abertura “Controle social da Administração Pública Municipal: desafios e perspectivas” que contou com a presença de Claudia Jeunon, representando a Firjan, anfitriã do primeiro dia do evento, Maria Luiza da Esso Brasileira de Petróleo e Alessandra Peixoto, pela Avina. A Amarribo e a Movimentos em rede, organizações realizadoras do evento, foram representadas respectivamente por Josmar Verillo e Anne Clinio.
O primeiro dia de trabalho foi dedicado a apresentação dos participantes e a socialização de experiências consideradas relevantes na história das organizações. Este momento foi considerado rico, contabilizando 32,07% das citações dos aspectos positivos do dia. A afinidade entre os valores e práticas das organizações também recebeu destaque, com 22,64% das avaliações positivas do dia.
A partir da identificação de pontos forte e fracos das experiências das organizações e de uma discussão mais ampla sobre os desafios enfrentados para se exercer o controle social no Brasil, os participantes criaram blocos de desafios, que foram agrupados por afinidade dos temas. As principais linhas definidas foram:
1) compartilhamento de instrumentos; 2) sustentabilidade das organizações; 3) assessoria jurídica e contábil; 4) consciência cidadã; 5) mobilização social; 6) identidade da rede.
Esta dinâmica possibilitou a visualização das principais linhas de ação a serem desenvolvidas pelo conjunto das organizações. A metodologia foi um dos pontos fortes do dia para 24,52% dos participantes pois “facilitou a integração”, “deu a oportunidade para todos se posicionarem”, “respeitou as divergências” e definiu metas para o grupo”.
Ainda no primeiro dia do encontro, foi exibido um curta-metragem de seis minutos de duração produzido pela Movimentos em rede com patrocínio da Amarribo e apoio da Aciben e Asajan, exibido na última edição do Prêmio Esso de Jornalismo.
Traçando estratégias
O segundo dia do encontro começou com a transferência do grupo para a Universidade Estácio de Sá, apoiadora do evento. A programação incluiu a elaboração de estratégias para cada linha de ação construída no dia anterior e a apresentação do Portal de Combate a Corrupção.
Na primeira atividade, os participantes foram reorganizados de acordo com seu interesse ou afinidade pelas linhas de ação. Cada grupo elegeu dois desafios que considerou prioritários e desenvolveu estratégias para a superação. Além disso, refletiram como o portal poderá auxiliá-los nessa tarefa. As sugestões levantadas pelos grupos serão a base do trabalho de desenvolvimento de soluções pela Movimentos em rede nos próximos meses.
As apresentações em plenária foram mais uma oportunidade para socializar o conhecimento construído pelos grupos. Este momento marcou a formação dos grupos de trabalho, com a definição de seus participantes e de um líder, que será responsável pela coordenação dos trabalhos.
Compartilhamento de instrumentos
Participantes: Edinho, Furlan, Gilberto, Ivan, Fernanda e Paulo Almeida
Líder: Ivan
Sustentabilidade
Participantes: Ester, Wilson, Danilo, Carlos Montoya
Líder: Não foi escolhido
Assessoria jurídica e contábil
Participantes: Eloísa, João Ricardo e Douglas (judiciário) e Fábio
Líder: Eloísa
Consciência cidadã
Participantes: Rafael, Otaviano, Guido, Paula, Sonia e Elaine
Líder: Rafael
Identidade
Participantes : Lizete, Josmar, Almir e Maranhão
Líder: Maranhão
Mobilização social
Participantes : Cabral, Juliano, Valdo Barros
Líder: Cabral
À tarde, os participantes puderam navegar pela primeira versão do Portal de Combate a Corrupção. A apresentação, realizada por Ricardo Schneider, deu um panorama geral das potencialidades da ferramenta.
Anne Clinio destacou que as soluções pensadas previamente pela Movimentos me rede vem de encontro a três demandas identificadas em conversas informais com as organizações: 1) visibilidade para as organizações na Internet (minisite); 2) publicação de notícias pelas organizações; 3) produção colaborativa e compartilhamento de conhecimento sobre temas de interesse da rede.
Espera-se que nos próximos meses cada Grupo de Trabalho se torne uma espécie de “cliente”, demandando, sugerindo, criticando novos serviços para a Movimentos em rede.
O conhecimento heterogêneo dos participantes sobre tecnologia é um desafio para apropriação efetiva da ferramenta. Estratégias estão sendo elaboradas para dar conta desta particularidade.
Sugestões dadas pelos participantes como a modificação do layout, inserção de banner, formação de fóruns, construção on-line de glossários, realização de chats já estão sendo implementadas ou estudadas.




